16 de maio de 2023, 10:09

Bombeiros ensinam como proteger cachorros do barulho dos fogos de artifício


Publicada em 22/06/2017

Nas festas juninas, uma das maiores preocupações são os possíveis acidentes causados pelo uso de fogos de artifício. Mas são os cachorros os que mais sofrem nesta época do ano. Assustados com o barulho, os cães têm diversas reações, chegando a se automutilar e se atirar da janela do apartamento, por exemplo, ao ouvir as explosões.

O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), que possui em seus quadros cachorros treinados para resgates em ambientes urbanos, rurais e aquáticos, preocupa-se com o bem-estar dos caninos nesse período. Segundo o comandante do Serviço de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (SBRESC) do CBMSE, capitão BM Alysson Carvalho, é preciso tomar alguns cuidados com os animais, para amenizar o sofrimento deles.

“Em casos mais graves, é aconselhável procurar um veterinário com antecedência e que não se deve medicar o animal por conta própria, pois pode acarretar em problemas de saúde para o canino, como ansiedade, estresse e até surdez. É sempre importante procurar um veterinário antes disso, para que ele oriente um medicamento na dosagem certa, ou seja, um sedativo ou um ansiolítico”, diz o capitão.

 

 

De acordo com o médico veterinário Alexandro de Paiva,“No momento dos estouros, não se deve mimar o cachorro, pois ele pode entender que o dono também está com medo. É importante fechar janelas e portas da casa, além de ligar o rádio ou a TV, para tentar abafar o som dos fogos. Pode-se fazer também um esconderijo, como uma cadeira com uma toalha em cima. O ideal é deixar o cachorro o mais à vontade possível”.

Para acalmar os caninos do CBMSE, os bombeiros colocam em prática um tratamento de dessensibilização. O capitão Carvalho ressalta que isso deve ser feita de forma adequada. “Nos primeiros meses de vida, nós expomos os cachorros a todas essas manifestações, a exemplo do barulho de bombas. Se não for feito um trabalho de socialização, o cachorro pode desenvolver transtorno de ansiedade”, reforça.