16 de maio de 2023, 09:40

Quatro mortes por afogamento são registradas no 1º dia do ano


Publicada em 02/01/2017

 

O primeiro dia do ano não foi marcado com boas notícias. De acordo com o Grupamento Marítimo (Gmar) do Corpo de Bombeiros de Sergipe (CBMSE) foram registradas somente neste domingo, dia 1º, quatro mortes por afogamento, sendo que duas aconteceram na praia de Atalaia, uma das mais movimentadas do Estado.

Durante o verão, época em que as pessoas mais vão à praia, também é o período em que os riscos de afogamento são maiores, pois é quando são formados as valas e os valões. De acordo com o sargento Wedmo Mangueira, guarda-vidas do Gmar, os valões são as famosas “piscininhas” que os banhistas adoram. “O valão torna-se perigoso porque é uma área de maior profundidade em relação ao seu entorno, na qual as pessoas podem cair sem esperar. Em bom português, o valão é um buraco gigante”, afirma o guarda-vidas.

Para melhor entender o que acontece durante este período e poder identificar um local perigoso e inadequado para o banho, o sargento Wedmo criou a ilustração a seguir, em que explica que as setas em vermelho representam as etapas que antecedem o afogamento: 1º) O banhista entra no mar numa área aparentemente segura; 2º) A correnteza do mar tende a deslocar lateralmente o banhista; e 3º) Ao tentar sair do mar, num ponto diferente daquele que ele entrou, o banhista cai dentro do valão.

O sargento Wedmo ainda alerta que o valão funciona como uma verdadeira armadilha, sendo responsável por 90% dos casos de afogamento que acontecem na praia de Atalaia. Portanto, orienta que ao chegar à praia, é importante procurar orientações com os guarda-vidas. Se não for possível, é interessante que o banhista tente fazer um reconhecimento visual das áreas que existem valões. “Como se nota na imagem, o valão se caracteriza pela ausência de ondas com espuma. Isso porque a onda não quebra onde é fundo. Então, se perceber que existe um local específico na praia que está sem ondas, cuidado! Pode ser um valão”, alerta Wedmo.

Ainda segundo o subtenente Sinério dos Santos, mergulhador e guarda-vidas do Gmar, mesmo com todo trabalho de prevenção do Corpo de Bombeiros, as pessoas não têm obedecido às orientações, o que, infelizmente, vem resultando em muitas tragédias.

 

Imagem: 3º SGT Wedmo Mangueira


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