9 de maio de 2023, 11:31

Resgate heróico em mar aberto


Publicado em 04/10/2009

 

 

 

 

 

 

 

Depois de um terrível naufrágio na manhã deste domingo (4), dois pescadores amadores foram salvos por bombeiros em uma operação conjunta, que envolveu o Grupamento marítimo e o Grupamento Tático Aéreo.

Na verdade, no barco de alumínio que naufragou na “boca da barra”, estavam três pescadores amadores que queriam aproveitar a manhã de sol para pescar. Eles queriam apenas um dia de lazer, mas quase foram vítimas de uma tragédia. O acidente não teve conseqüências mais graves porque um deles era bom nadador e conseguiu chegar à terra firme para acionar as equipes do Corpo de Bombeiros.

Duas equipes participaram das buscas, uma por água, com o auxílio da moderna lancha de resgate da Corporação, e outra com o helicóptero do Grupamento aéreo. Depois de quase 2 horas de buscas os dois pescadores foram resgatados com vida. O primeiro foi avistado pela embarcação que seguia o curso das correntes da maré de vazante e, cerca de 1,5 Km depois, o segundo também foi localizado pelos tripulantes da aeronave que sobrevoava a área de busca.

Segundo o Tenente Márcio Caldas, um dos participantes do resgate, a embarcação dos bombeiros só conseguiu varar a rebentação das ondas porque a equipe era muito experiente. Inclusive os três pescadores poderiam morrer, devido às más condições do mar e das correntes marinhas para a navegação de pequenas embarcações. “Os dois pescadores usavam coletes salva-vidas, porém, estavam totalmente à deriva. Enquanto resgatávamos um, o Capitão Hector saltava do helicóptero que pairava sobre a exata localização do segundo. Os rapazes nasceram de novo, pois eles eram inexperientes para avaliar os riscos que estavam correndo. Contudo, o acionamento foi rápido o suficiente para que a área de busca se restringisse a poucos quilômetros, possibilitando um regate bem sucedido. E isso, porque um deles conseguiu nadar contra as correntes, chegar à praia e acionar o socorro. Ora, poucos nadadores conseguiriam fazer o que ele fez. Se ele não conseguisse, o socorro só seria acionado depois que os familiares noticiassem o desaparecimento. Nesse caso, o tempo foi preponderante para o sucesso do resgate dos pescadores com vida”, explicou Caldas.