19 de maio de 2023, 08:25

Semana zero continua em ação


Publicada em 12/11/2019

Mais um dia de atividades foi realizado no Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE), com os alunos do Curso de Formação de Soldado (CFSD). A semana zero, como é chamada a primeira semana de atividades, é o período em que os alunos soldados têm o primeiro contato com a vida militar para se habituarem as atividades.

A oficina realizada nesta segunda-feira (11), aconteceu  numa área da empresa Nassau, no município de Nossa Senhora do Socorro. A equipe para esta instrução contou com aproximadamente 30 militares, com participação de várias unidades do Corpo de Bombeiros, além outras forças como o Grupamento Tático Aéreo (GTA), que é veiculada a Secretaria de Segurança Pública, que é composta por servidores da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.

Segundo o tenente coronel Douglas Morais, chefe do Departamento de Pesquisa Ensino e Instrução (Depi), é uma grande oportunidade para que possa realizar um dia de treinamento com qualidade, técnica e excelência. “Quero primeiro agradecer a empresa Nassau, que nos liberou a utilização do espaço. Nós não temos um campo de treinamento que conseguisse reunir todas as características que encontramos aqui, então é possível fazer várias oficinas, como salvamento aquático e em altura, escalada e dentre outros. Percebemos que o treinamento é extremamente duro e difícil, mas para pessoas que vão salvar outras pessoas, a gente não pode tratar e formá-los de forma diferente, é importante para que eles tenham uma condição diferenciada de uma pessoa comum”, explica o tenente coronel.

O comandante do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), major Fábio Caldas, explica que serão seis zonas de atuação, em que os alunos deverão seguir na oficina de treinamento para verificar os próprios limites:

“A zona zero – trabalha com distúrbios populares, simulação parecida com que eles vivenciam no dia a dia;

Zona um – descida de um local de alto para baixo relevo, trabalha com conhecimento e segurança com os equipamentos do corpo de bombeiro, então eles tem que confiar nos equipamentos;

Zona dois – parte aquática em que eles irão atravessar em um cabo submerso, de mais ou menos 150 metros de comprimento de área alagada até chegar ao outro ponto para entrarem na zona três;

Zona três – a parte de primeiros socorros;

Zona quatro – simulação de incêndio de vegetação;  

Zona cinco – subida em local íngreme”.

“É desafiador tanto para os alunos, quanto para nós que estamos instruindo. A partir daí podemos identificar quem é cada um, e como eles se comportam, podendo verificar qual a linha de atividade que esse aluno pode vir desempenhar na corporação”, termina o major Caldas.

Por: Flávia Barreto