12 de maio de 2023, 09:03

Bombeiro de Sergipe faz alerta para risco de afogamento


Publicada em 06/01/2015

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos últimos dois meses, o Corpo de Bombeiros de Sergipe já registrou 17 afogamentos com vítimas fatais em todo o Estado, resultado da chegada da estação mais quente do ano: o verão, o que aumenta consideravelmente o fluxo de banhistas no litoral sergipano.

Durante o ano de 2014, o CIOSP registrou 405 ocorrências no Estado relativas a princípios de afogamento, resgate de pessoas e embarcações, afogamentos com vítimas fatais, dentre outros.

O TEN Messias, que possui quase 20 anos de experiência no Grupamento Marítimo de Sergipe, ressalta o perigo dos valões, que com suas correntes laterais, podem conduzir facilmente o banhista e através de uma forte corrente de retorno, arrastá-lo para dentro do mar. Ele ainda faz um alerta quanto às praias mais perigosas da costa sergipana:

-Praia dos Artistas, localizada na Coroa do Meio, pois em virtude do encontro do mar com o rio Sergipe há uma grande correnteza, além da profundidade no local.

– Praia de Atalaia, sempre abre grandes valões em frente aos Arcos, um local com uma concentração muito elevada de turistas e banhistas, o que ocasiona muitas ocorrências de afogamento.

– Praia do Abaís, há a ocorrência de muitos valões, ondas muito grandes e uma forte correnteza.

– Praia do Mosqueiro, onde deságua o Rio Vaza-barris, o cuidado deve ser redobrado, pois a correnteza pode levar os banhistas para o fundo do mar.

– Praia do Saco, localizada na cidade de Estância, onde desemboca o rio Real, a correnteza é muito forte.

– Praia de Pirambu, onde desemboca o rio Japaratuba, também há um grande índice de afogamento em decorrência da forte corrente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É importante sempre observar as placas de sinalização e caso esteja em um local desconhecido o ideal é sempre buscar informações com guarda-vidas ou com nativos. No entanto, o recomendado para se ter uma maior segurança é que o banhista adentre na água com a profundidade no máximo até a linha da cintura.

Faz-se necessário ressaltar, também, que as maiores incidências de afogamento com óbitos se deram em locais onde não há a presença de guarda-vidas. Tendo em vista que é necessária uma maior efetivação de guardiões por parte das Prefeituras nos lugares onde existem praias, barragens, lagos, rios e balneários.

Fonte: ASCOM CBMSE

Imagens: Arquivo ASCOM