12 de maio de 2023, 10:15

Bombeiros de SE testam nova tecnologia de combate a incêndio


Publicada em 19/08/2015

 

O Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) testou nesta terça-feira (18), no quartel central da Rua Siriri, em Aracaju, uma nova tecnologia de combate a incêndio, o F-500. O produto funciona como agente encapsulador das moléculas de hidrocarbonetos, reduzindo a tensão superficial e diminuindo rapidamente a temperatura, agindo sobre a fonte de calor, o material combustível e a reação em cadeia.

De acordo com o representante da Ecosafety Tecnologia em Engenharia de Incêndio, Antonio Paulo Meyer, que apresentou o novo produto, o F-500 é uma nova e poderosa arma contra incêndio, marcada pela rapidez com que extingue o fogo e pelo uso de pouca quantidade de água. “Ele resolve o problema com maior eficácia. Extingue o fogo das classes A, B, C e D, controla o derramamento e funciona bem como retardante, evitando que o fogo se alastre. O F-500 não é espuma mecânica, não funciona como LGE (líquido gerador de espuma). Sua aplicação é direta, em sistema de água”, explica.

Antonio Meyer reforça que o F-500 é um produto ecologicamente correto, não contém flúor, é biodegradável, não tóxico e não corrosivo. Segundo ele, a nova tecnologia também está sendo testada em unidades dos Corpos de Bombeiros de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Distrito Federal.  “A previsão é de que, em 2016, o produto comece a ser fabricado no Brasil, o que pode reduzir os custos para aquisição e deixar os valores bem próximos aos do LGE, cujo tambor de 20 litros custa em média R$ 600. Atualmente, o F-500 custa o dobro, mas a economia acaba sendo maior com uso da nova tecnologia, porque a necessidade de aplicação do F-500 em um incêndio pode ser cinco vezes menor que a quantidade de LGE”, diz o especialista.

Para o 3º sargento BM José Cordeiro, graduado em química, a explanação do produto F-500 foi interessante. “Teoricamente, essa tecnologia é eficiente. Precisamos testar agora sua eficiência prática. Quimicamente falando, o processo tem muita lógica, pois ocorre a formação da micela do F-500 com hidrocarboneto no seu interior. O F-500 faz até controle de solvente polar, como acetona, álcool e éter. Se fosse usar LGE nesses casos, teríamos que colocar a concentração máxima, que é de 6%. Com o F-500, bastaria 3%”, ressalta J. Cordeiro.

Organizada pela Diretoria Operacional do CBMSE, em parceria com a Empresa SOSSul, a instrução sobre o F-500 contou com a participação de sargentos, tenentes e capitães BM, além dos integrantes das comissões de elaboração de Planos Operacionais Padrões na área de incêndio e profissionais da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE).