10 de maio de 2023, 09:04

Bombeiros de Sergipe atuaram no Rio de Janeiro durante desastres por conta das chuvas


Publicado em 28/04/2010

 

 

 

 

 

 

 

 

Três militares do Corpo de Bombeiros do Estado de Sergipe (CBMSE) atuaram no Rio de Janeiro durante as fortes chuvas que recentemente atingiram o Estado, inclusive na tragédia do Morro do Bumba, em Niterói. Eles fazem parte do Grupamento de Busca e Salvamento da Força Nacional de Segurança, que reúne militares de todos os estados brasileiros.

O Grupamento foi acionado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), já que o mesmo é especializado em busca e resgate em estruturas colapsadas (comprometidas). A operação, intitulada “Redentor”, atuou em diversos pontos do Rio de Janeiro como Morro do Bumbá, Morro do Ceú, Santa Maria, Cova da Onça, entre outros.

“As nossas maiores dificuldades foram a própria chuva, o difícil acesso, além da possibilidade de novos deslizamentos”, conta o primeiro sargento Ednelson Rosa Nunes, um dos sergipanos do Grupamento. A operação durou 14 dias, de 7 a 20 de abril, e teve como resultados o resgate de 17 pessoas com vida e 28 corpos de vítimas fatais.

Segundo o sargento, várias das cenas do desastre vão ficar marcadas. “A que mais marcou a todos foi o resgate das cinco crianças com vida. Sabíamos que a qualquer momento poderia ter outro deslizamento, mas fizemos o regate de todos, graças a Deus”, lembra.

Força Nacional – A Força Nacional de Segurança Pública funciona como uma corporação de apoio aos órgãos de segurança federais e estaduais. Além do sargento Nunes, os outros dois sergipanos que também fazem parte do Grupamento de Busca e Salvamento são o primeiro tenente José Messias dos Santos e o segundo sargento Wagner Uchoa Dias.

Desde julho de 2009 os três permanecem alojados em uma chácara na cidade de Luziânia, Goiás, e fazem treinamentos em Brasília. “Nossa rotina é bastante puxada, revezando entre uma semana de curso e uma de pronto emprego, com uma escala de 24 horas de trabalho e 24 horas de descanso”, apontou o sargento Nunes.