4 de fevereiro de 2026, 13:54

Bombeiros recebem machadinha em homenagem aos 30 anos de serviços prestados


Com a entrega de troféu personalizado de machadinha, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe (CBMSE) homenageou, nesta quarta-feira (04), seis profissionais que seguem para a reserva remunerada: o coronel Fábio Fernandes, os majores Gilmar Barreto, Nadston Couto e Márcio dos Santos Souza e os tenentes Joselito Farias e Wolney Borges. O objetivo da condecoração é destacar e reconhecer o importante serviço prestado desses militares à sociedade sergipana.

Para o comandante-geral do CBMSE, coronel Fábio Cardoso, premiar os militares que não estarão mais no serviço ativo é uma forma de valorizar o profissional e fortalecer o senso de pertencimento. “A entrega das machadinhas ao encerrarem 30 anos de trabalho é reconhecer que a maior parte da vida desses veteranos foi de dedicação e entrega à proteção da população. O exemplo deles fortalece a corporação e inspira os mais novos bombeiros a manterem viva a missão de vidas alheias salvar”, diz.

Entre memórias de risco, superação e orgulho, os homenageados aproveitaram a oportunidade para falar um pouco sobre a trajetória na corporação e celebraram a evolução pela qual tem passado o CMBSE. De acordo com o major Couto, esta machadinha, tão usada nos serviços de bombeiro militar, vai fazer parte da memória afetiva de toda sua história profissional.

“Fui oriundo da Polícia Militar de Sergipe (PMSE). Em 1992, fiz um concurso para sargento e a vaga era para o Batalhão de Bombeiros, ainda vinculado à PMSE. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Cheguei em um momento em que não havia condições adequadas de equipamentos e viaturas para desenvolver um serviço com mais eficiência. Às vezes, entrávamos em um incêndio e não sabíamos se iríamos retornar. Entretanto, mesmo com todas as dificuldades, sempre atendíamos a sociedade da melhor maneira possível. Quando houve a desvinculação entre as instituições, o Corpo de Bombeiros foi crescendo em termos operacionais e de efetivo. Fico feliz em ter acompanhado o crescimento e fortalecimento de uma instituição à qual devo tudo que tenho hoje. Encerro minha jornada profissional e sigo para a reserva remunerada com o sentimento de gratidão e dever cumprido para com a sociedade e comigo mesmo”, revela Couto.

As lembranças de diversas ocorrências de salvamentos e resgates em que atuou ao longo da carreira também foram destacadas pelo tenente Joselito: “agradeço o reconhecimento pelos serviços prestados. A cada plantão operacional, era uma nova história a contar, uma experiência vivida, uma nova aprendizagem. Mesmo diante de todas as situações enfrentadas, a união dos irmãos bombeiros superavam quaisquer dificuldades. Tenho o Corpo de Bombeiros como minha segunda casa, onde fiz várias amizades e que até hoje convivo em momentos de alegrias. Aos que continuam em exercícios da função, desejo boa sorte e reforço que viver bombeiro é um orgulho, uma satisfação, uma entrega, uma vida feita para outras”.

Por: Ascom/CBMSE