10 de maio de 2023, 08:58

Corpo de Bombeiros recebe 563 chamadas relacionadas às chuvas que atingiram o Estado


Publicado em 12/04/2010

 

Desde a quinta-feira da semana passada até o início da manhã desta segunda-feira, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Sergipe (CBMSE) recebeu 563 chamadas relacionadas às fortes chuvas que atingiram Sergipe. Para atender às solicitações, a corporação reforçou o número de bombeiros trabalhando nos plantões diários, além de contar com um efetivo de sobre-aviso. Entre as principais chamadas estiveram os desabamentos, resgate de pessoas em veículos, alagamentos, quedas de árvore e acidentes automobilísticos.

“Nós estamos com cerca de 100 homens no plantão de 24 horas, mais 60 de sobre-aviso que podem ser acionados a qualquer momento. Dobramos o número de bombeiros na grande Aracaju, onde está concentrado o maior número de ocorrências. Por conta do alerta dado com antecedência, nós pudemos nos preparar e desde então mantemos contato constante com os órgãos envolvidos no processo”, afirmou o comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Nailson Melo Santos.

Por conta do risco iminente de morte, os desabamentos estão sendo priorizados no atendimento. Foram 109 chamadas desse tipo. Os locais onde têm acontecido o maior número de ocorrências são na zona Norte de Aracaju – Porto Dantas, Morro do Urubu e Pau Ferro, além do bairro Santa Maria, na zona Sul.

“Mas temos tido desabamentos e riscos de desabamentos em várias localidades. No sábado tivemos parte de um casarão antigo que desabou no município de Laranjeiras e o que ficou de pé estava com a estrutura comprometida. Fizemos a vistoria e então entramos em contato com a Defesa Civil Municipal para demolir o restante, que representava um risco”, afirmou o major Erivaldo Santos Santana, superior de dia no sábado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a população deve ficar atenta aos sinais que apontam riscos de desabamento como rachaduras, deformações no telhado e coberturas, além do afundamento de pisos. “As pessoas devem ligar para o 193 e sair do local o mais rápido possível”, alerta o assessor de comunicação da corporação, Ozéias Luiz de França.

No caso dos alagamentos e inundações, o Corpo de Bombeiros registrou 332 chamadas e está orientando as pessoas a somente tentar salvar seus bens quando não colocar em risco a própria segurança. Caso contrário, é preciso retirar-se para a casa de parentes ou abrigos disponibilizados pelos órgãos públicos. Em Aracaju, dois dos locais mais atingidos foram o conjunto Costa do Sol e a Prainha do bairro Santa Maria, onde o canal transbordou. Nos dois casos, o Corpo de Bombeiros atuou na remoção das vítimas.

Nesse trabalho, o CBMSE tem contado com o apoio logístico do Exército, da Capitania dos Portos e da Petrobras. “Queremos agradecer a parceira com esses órgãos, que em situações de anormalidade como essas também compõem o Sistema de Defesa Civil”, afirmou o comandante geral, coronel Nailson Melo Santos.

O Corpo de Bombeiros recebeu ainda várias chamadas para o resgate de pessoas que ficaram presas em veículos arrastados pela força das águas da chuva. Só na quinta-feira foram 12 chamadas desse tipo de ocorrência na avenida Airton teles, onde até a proteção do canal foi levada pelo temporal.

Os acidentes automobilísticos também foram frequentes, com 57 chamadas, por conta das pistas escorregadias e dos buracos encobertos pelas águas. Na manhã do domingo um táxi perdeu o controle na Atalaia e capotou. A passageira ficou presa nas ferragens e foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e conduzida pelo SAMU ao hospital.

Risco de desmoronamento – No sábado o Corpo de Bombeiros e as Defesas Civis de Aracaju e  Estadual foram chamados pela TV Sergipe para fazer uma inspeção em virtude de uma parte do solo onde está localizada a empresa de comunicação ter cedido por conta do excesso de água. A empresa solicitou ao Corpo de Bombeiros orientação sobre como impermeabilizar a área com lonas plásticas, redirecionando o volume de água para outra calha, evitando assim desmoronamentos que poderiam atingir várias casas das proximidades.

“Nós fizemos todo esse trabalho de colocação das lonas juntamente com funcionários da empresa, tendo a preocupação de prendê-las com pontos fixos e reforçando com cordas para que as mesas não se desprendam. Além disso, solicitamos à Defesa Civil a evacuação da área, tendo em vista o risco para aquelas famílias”, explicou o coronel Ozéias Luiz de França, que esteve à frente desse trabalho.