10 de maio de 2023, 09:20

Programa de Gerenciamento faz palestra de avaliação de estresse de policiais e bombeiros sergipanos


Publicado em 13/08/2010

Nesta quinta-feira, 12, no Hotel Parque dos Coqueiros, a psicóloga clínica e organizacional, Suely Mendonça, de Recife, capital de Pernambuco, proferiu uma palestra informativo-avaliativa sobre os níveis de estresse dos policiais e bombeiros de Sergipe. O ciclo de palestras iniciou em junho e foi concluído hoje com mais de 1.500 avaliações realizadas sobre  níveis de estresse. Os questionários preenchidos pelos profissionais sergipanos ao longo desse período foram remetidos para a empresa responsável, em São Paulo, que fará um diagnóstico individual e coletivo da situação psicossocial dos operadores de segurança do Estado.

O estudo é inédito e vai permitir traçar um amplo perfil do estado emocional dos policiais de Sergipe. Um dos militares que participaram da pesquisa foi o sargento bombeiro Carlos Gonçalves, que trabalha no 3º Grupamento Bombeiro Militar (3º GBM) de Itabaiana. “Essa palestra me permitiu saber que estou no primeiro estágio de estresse: o alerta. Descobri que esse estágio é bom para o ser humano, porém traz complicações de estágios mais avançados da doença que preciso está calmo para controlá-lo”, disse.

De acordo com a coordenadora do Centro Integrado de Apoio Psicossocial (Ciaps), Iolanda Aragão, o objetivo do programa é justamente esse, permitir que a pessoa identifique quais os fatores geradores de estresse, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho e das relações emocionais. Outro que participou do evento foi o sargento PM Helenilton Dantas, que é assistente social e trabalha no Núcleo de Apoio Psicossocial da Polícia Militar. Para o sargento, o curso foi de extrema importância porque vai permitir ao policial descobrir como anda o seu estado emocional.

A segunda etapa desse trabalho explica Iolanda: “consiste no mapeamento das condições de trabalho, níveis de estresse e qualidade de vida desses servidores e para tanto estão sendo proferidas palestras que abordam essas temáticas e em seguida são aplicados testes, através de cadernos de respostas, com a finalidade de identificar preditores de saúde no trabalho, ou seja, fatores que exercem uma função de maior risco para o adoecimento”, explica.

Tanto a primeira como a segunda etapas estão sendo realizadas paralelamente. A terceira etapa será construído um relatório geral contendo os resultados de todo o trabalho de pesquisa quantitativa e qualitativa, dando um diagnóstico da realidade, apontando níveis de estresse, condições de trabalho e qualidade de vida dos policiais.